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Diferença entre espécies nativas e adaptadas no paisagismo tropical

Quando pensamos em um jardim tropical, muitas pessoas imaginam que todas as plantas utilizadas são nativas da região. Mas isso nem sempre é verdade.


No paisagismo, trabalhamos com diferentes grupos de plantas, sendo os principais as espécies nativas e as espécies adaptadas. Entender a diferença entre elas é fundamental para criar jardins mais bonitos, funcionais e adequados às condições locais.


Azulzinha (Evolvulus glomeratus), planta amazônica com flor
Azulzinha (Evolvulus glomeratus), planta amazônica com flor - Foto: Rebrotar Plantas.


O que são espécies nativas no paisagismo tropical?


As espécies nativas são aquelas que ocorrem naturalmente em determinada região, tendo evoluído ao longo de milhares de anos naquele ambiente.


Na Amazônia, por exemplo, podemos destacar espécies como:


  • Maranta-charuto (Calathea lutea)

  • Helicônia-rostrata (Heliconia rostrata)


Plantas amazônicas: Maranta-charuto (Calathea lutea) e Helicônia-rostrata (Heliconia rostrata).

  • Açaizeiro (Euterpe oleracea)

  • Buriti (Mauritia flexuosa)

  • Sororoca (Phenakospermum guyannense)


Palmeiras amazônicas: Açaizeiro (Euterpe oleracea), Buriti (Mauritia flexuosa) e Sororoca (Phenakospermum guyannense).

Essas plantas possuem uma relação ecológica direta com a fauna local, oferecendo alimento, abrigo e contribuindo para a manutenção da biodiversidade.


Além disso, por estarem naturalmente adaptadas às condições climáticas da região, costumam apresentar excelente desempenho quando utilizadas corretamente em projetos paisagísticos.



O que são espécies adaptadas no paisagismo tropical?


As espécies adaptadas são plantas originárias de outras regiões ou países, mas que conseguem se desenvolver bem em nosso clima e condições ambientais.

Alguns exemplos muito utilizados em jardins tropicais são:


  1. Pleomele (Dracaena reflexa)

  2. Areca-bambu (Dypsis lutescens)

  3. Costela-de-adão (Monstera deliciosa)


plantas adaptadas:  Pleomele (Dracaena reflexa), Areca-bambu (Dypsis lutescens) e Costela-de-adão (Monstera deliciosa)


  1. Alpínias ornamentais (Alpinia spp.)

  2. Singônio (Syngonium podophyllum)


Plantas adaptadas: Alpínias ornamentais (Alpinia spp.) e Singônio (Syngonium podophyllum)

Mesmo que não sejam nativas da Amazônia, essas espécies se adaptaram muito bem ao clima quente e úmido, tornando-se populares em projetos de paisagismo tropical.

Espécies nativas e adaptadas no paisagismo tropical: qual a diferença?


Embora a Flor e Ser priorize o uso de espécies nativas em seus projetos, nem sempre isso é possível. A disponibilidade limitada de viveiros especializados, bem como as necessidades estéticas, funcionais e orçamentárias de cada cliente, muitas vezes exige a inclusão de espécies adaptadas.


Também existe um equívoco comum de que as plantas amazônicas se resumem a folhagens. Na realidade, nossa flora oferece uma grande diversidade de espécies ornamentais, incluindo plantas floríferas de grande valor paisagístico, como a angelônia (Angelonia minor) e a azulzinha (Evolvulus glomeratus).


Plantas nativas: angelônia (Angelonia minor) e a azulzinha (Evolvulus glomeratus).

Por isso, a escolha ideal não está necessariamente em utilizar apenas um grupo de plantas, mas sim em encontrar um equilíbrio que valorize a biodiversidade local sem abrir mão dos objetivos do projeto.



O papel do paisagista na escolha das espécies


Um bom projeto paisagístico não escolhe plantas apenas pela beleza. Ao definir as espécies nativas e adaptadas que serão utilizadas, o paisagista também considera fatores como:


✔ clima local

✔ incidência solar

✔ disponibilidade de água

✔ manutenção necessária

✔ biodiversidade

✔ identidade do lugar


O resultado é um jardim mais saudável, funcional, sustentável e duradouro.



Conclusão


As espécies nativas e adaptadas possuem funções importantes no paisagismo tropical. Enquanto as nativas fortalecem a biodiversidade e valorizam a identidade amazônica, as adaptadas ampliam as possibilidades estéticas e funcionais dos projetos.


Quando utilizadas de forma consciente e planejada, ambas contribuem para a criação de jardins equilibrados, belos e adequados às condições ambientais da região.

Quer criar um jardim adaptado ao clima de Manaus?


A Flor e Ser desenvolve projetos paisagísticos que valorizam a flora amazônica e selecionam as espécies mais adequadas para cada espaço.






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