Leucena: planta invasora no Brasil e por que evitar no paisagismo em Manaus
- Bianca Maria

- 14 de mai.
- 4 min de leitura
Você sabia que a leucena (Leucaena leucocephala) é considerada uma planta invasora no Brasil extremamente agressiva?
Apesar de parecer apenas uma árvore comum à primeira vista, ela representa um risco para os nossos biomas naturais. Onde se instala, a leucena sufoca a biodiversidade, substituindo espécies nativas e comprometendo o equilíbrio do ambiente.
E isso é mais grave do que parece.
Entender o comportamento dessa espécie é essencial, principalmente quando falamos sobre paisagismo em Manaus. Em uma região com uma das maiores biodiversidades do planeta, a escolha das plantas que compõem um jardim vai muito além da estética, ela é uma decisão técnica e ambiental.

O que é a Leucena e de onde ela vem?
A leucena é nativa da América Central e do México. Historicamente, ela foi levada para as Filipinas pelos espanhóis no século XVI (através da rota de comércio do Galeão de Manila) para servir de forragem para o gado. Desde então, espalhou-se por quase todas as regiões tropicais e subtropicais do planeta.
Embora pareça inofensiva à primeira vista, ela é classificada como uma das 100 piores espécies invasoras do mundo. No Brasil, ela se adaptou tão bem que muitas vezes sufoca a vegetação nativa, especialmente em áreas degradadas ou urbanas. Por ser muito resistente à seca e produzir sementes em abundância, é extremamente difícil de erradicar uma vez que se estabelece em um local.
Por que a leucena é considerada uma planta invasora no Brasil?
Diferente das nossas árvores nativas, a Leucena não colabora com o crescimento da floresta, ela a substitui de forma autoritária. Os principais motivos são:
1. Crescimento agressivo
A leucena cresce em uma velocidade muito superior à das espécies nativas. Ao atingir o porte adulto rapidamente, ela cria uma sombra densa que impede que as mudas de plantas locais recebam luz solar para se desenvolver. O resultado é a perda da vegetação original.
2. Intoxicação do solo (alelopatia)
Outro fator importante é sua capacidade de alterar quimicamente o ambiente ao redor. Suas folhas e raízes liberam substâncias no solo que inibem a germinação de outras sementes ao redor. É uma estratégia biológica para eliminar a concorrência, um processo conhecido como alelopatia.
3. Deserto Biológico
Ao se espalhar, a leucena cria áreas dominadas por uma única espécie, o que chamamos de monocultura. Isso gera redução da biodiversidade, empobrecimento ecológico e ambientes menos resilientes, pois não oferece a variedade de frutos e abrigos necessários para a fauna local, afastando pássaros e insetos polinizadores nativos.
Resultado: A leucena impacta diretamente na flora e na fauna local.

A leucena já é alvo de ações de controle no Brasil
O impacto da leucena não é apenas teórico. Essa espécie já é reconhecida como um problema ambiental em diferentes regiões do país, inclusive com iniciativas voltadas ao seu controle e erradicação.
De acordo com a Comissão da Câmara dos Deputados, já existem discussões e propostas voltadas à erradicação da leucena no território nacional, justamente pelos riscos que ela representa à biodiversidade.
Além disso, em algumas cidades, a preocupação com a espécie já chegou ao nível municipal. Em Campo Grande (MS), por exemplo, foi sancionada lei que prevê a erradicação e substituição das árvores da espécie na cidade devido ao seu comportamento invasivo e ao impacto ambiental causado.
O Manejo e controle da leucena exige técnica
O manejo da Leucena também exige cuidado técnico. Não basta apenas cortá-la; a espécie possui uma capacidade de rebrota impressionante. Um corte mal feito pode resultar em uma planta ainda mais forte e com mais ramificações.
Para quem busca um jardim sustentável e verdadeiramente amazônico, o segredo é a substituição por espécies nativas que atraiam biodiversidade e não agridam o solo.
Saiba mais:
De acordo com o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, o manejo de espécies invasoras é uma das principais ações para a conservação da biodiversidade global.
O que isso tem a ver com o paisagismo em Manaus?
Pode parecer um problema distante, mas não é. O avanço da leucena em outros biomas funciona como um alerta importante para regiões como a Amazônia.
Manaus está inserida em um dos ecossistemas mais ricos do mundo e, justamente por isso, também é mais sensível a desequilíbrios.
Isso significa que:
A escolha errada de espécies pode gerar impactos reais
Plantas exóticas podem se comportar de forma agressiva
A biodiversidade pode ser comprometida ao longo do tempo
Ou seja, o paisagismo precisa ser pensado de forma técnica, por isso sempre recomendamos espécies nativas ou adaptadas que não interferem agressivamente na biodiversidade local.
Nossos projetos visam sustentabilidade e equilíbrio ambiental.
Transforme seu jardim com a Flor e Ser Paisagismo
A leucena é um exemplo claro de como uma planta invasora no Brasil pode alterar completamente um ambiente. Ela representa um alerta sobre o uso inadequado de espécies.
Em Manaus, onde a biodiversidade é um dos maiores patrimônios, o paisagismo precisa ser feito com responsabilidade para criar espaços que funcionem em equilíbrio com o ambiente.
Se você busca um projeto de paisagismo em Manaus que valorize espécies nativas e respeite o equilíbrio do ambiente, a Flor e Ser Paisagismo pode te ajudar.
Entre em contato!


Muito bom ficar sabendo disso, parabéns!